A justiça é algo que
é comum ouvir-se falar. No entanto, existe um forte sentimento de descrença sobre a mesma, pois muitos consideram-na lenta e muito cara e quando ela não funciona da forma esperada pela sociedade, gera-se uma revolta e faz-se, muitas vezes, justiça pelas próprias mãos.
Segundo um inquérito do Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados, mais de 80 por cento dos advogados consideram excessivo o tempo de pendência dos processos nos tribunais administrativos e fiscais. Uma das razões apontadas para a pouca eficiência foi a falta de juízes e funcionários judiciais face ao número de processos existentes em tribunais. Os atrasos devem-se à falta de cumprimento dos prazos, má gestão de recursos, poucos magistrados e falta de qualidade técnica dos juízes, aponta o inquérito. No que se refere aos processos cautelares, 48 por cento dos advogados consideram que estes não são decididos em tempo útil, sendo necessário um “reforço de recursos humanos”.
De acordo com os últimos dados estatísticos do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais, em 2008 estavam pendentes 55 981 processos.
As novas alterações do código penal, como por exemplo o regime da liberdade condicional, onde se pretende garantir a ressocialização, permitindo a um condenado que já tenha cumprido uma parte da sua pena, poder voltar a integrar-se na sociedade para que este possa reconfigurar a sua conduta, têm gerado muitas polémicas.
Em Portugal não são muitos os casos de linchamento tornados públicos. Existem diversas tentativas, no entanto grande parte delas acaba por não se concretizar. Os casos até agora conhecidos, que resultaram efectivamente na morte de alguém, estão relacionados com homicídios e negócios de droga. Os crimes de abuso sexual, pedofilia e violação são também um dos motivos que levam os populares a decidir fazer justiça pelas próprias mãos. Vejamos alguns casos:
2002: MORTE EM AMIAIS DE BAIXO
Populares agrediram um cidadão ucraniano até à morte após este matar um jovem de 22 anos.
2009: PEDÓFILO NO PORTO
Em Maio, a família de uma criança esperou um pedófilo à porta da PJ do Porto e agrediu-o.
2009: DROGA EM RIO TINTO
Um jovem foi morto por ameaçar denunciar negócios de droga.
2010: VIOLADOR NO CACÉM
A 23 de Janeiro um casal tentou linchar o violador da filha.
E você, considera que as pessoas devem agir como se fossem juízes e dessa forma fazer a chamada justiça pelas próprias mãos, ou por outro lado, é aos tribunais que compete fazer a justiça, vá ela de acordo ou contra o esperado pela sociedade?
Boa noite Pr. Walber e Pr. Francisco,
considero a justiça pelas próprias mãos um acto reflexo do desespero, de quem sofre com a falha do sistema jurídico. Os nossos tribunais são lentos e as suas decisões não são cumpridas pelos culpados, arrastando um processo por anos. Nós não temos sangue de barata e muitas vezes, quando temos de engolir um “elefante”… o nosso eu arrebenta e perdemos a cabeça.
É claro que eu creio na minha justiça, lutarei pelos meus direitos e aguardarei que um dia, o queme foi “roubado” será restituído e com juros.
Um grande bem haja para vós!
Para mim não existe justiça neste mundo, a unica justiça que conheço é feita na rua. Porque perante a lei, não somos todos iguais, ha civis, politicois e policias… E quem tem dinheiro sempre escapa, quando a lei devia ser aplicada igualmente para toda a gente, mas não. E sobre a justiça com as proprias mãos, eu faria nem que fosse 50anos depois, porque filho é filho. É o nosso sangue e vai ser uma dor que sempre fica ate não fazer-mos a nossa justiça. Abraços Etienne Lopes Monteiro CWS
Parabéns pelos vossos programas… Ninguém deve de fazer justiça pelas próprias mãos mesmo que tenhamos a certeza de quem é o agressor..a justiça mesmo tardia é sempre justiça (FAZENDO JUSTIÇA PELAS PRÓPRIAS MÃOS PERDERIAMOS A RAZÃO) boa noite um abraço.
Ola Boa noite a todos. na minha opiniao a justiça com as proprias maos nao tem beneficio nenhum porque a pessoa faz na intensao de aliviar a sua dor só que acaba trazendo mais sofrimento para a sua familia e para a familia da vítima.
Por mais forte que seja a dor da perda nao temos o direito de tirar a vida de ninguem e se tirar tornaremos um assacino igual ao outro e a familia deste irá pedir justiça tambem.