Doença de Crohn atinge cada vez mais Jovens em Portugal

31 de Maio de 2010Publicado por Debate Público

A Doença de Crohn é uma doença inflamatória dos intestinos que pode afectar qualquer parte do aparelho digestivo. É diagnosticada com maior frequência em pessoas com idades compreendidas entre os 15 e os 35 anos.

De acordo com o Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal, em Portugal já existem 300 jovens diagnosticados com esta doença, e estima-se que venham a ser identificados a cada ano 100 novos casos entre os 10 e os 20 anos.

As mudanças no estilo de vida podem ser uma das explicações e, embora cada vez se saiba mais sobre esta inflamação crónica do tracto intestinal, ainda não há forma de controlar o seu aparecimento.

Comer todos os alimentos nutritivos, segundo a sua tolerância individual, é o segredo de uma alimentação consonante com a pessoa que sofre da Doença de Crohn. As pessoas com este diagnóstico, sofrem frequentemente de mal nutrição, quer como resultado dos efeitos da inflamação nos intestinos, quer devido a mudanças nos seus hábitos alimentares.


Os sintomas desta doença incluem dores internas, febre, diarreia e perda de peso. Quanto às suas causas, estas não estão totalmente esclarecidas. Pode ser uma reacção auto-imune pela qual o corpo ataca o seu próprio tecido intestinal como resultado de infecção ou como reacção ao stress ou a outro factor ambiental.

A doença continua a ser um mistério para os médicos, e por enquanto ainda não há cura, mas um tratamento eficaz implica em geral medicamentos anti-inflamatórios. Muitos doentes acabam por ter de ser operados às áreas mais afectadas do intestino. A malnutrição pode ser resultado da inflamação, a qual, causando espessamento e formação de tecido cicatricial nas paredes dos intestinos, pode obstruir a passagem dos alimentos causar cólicas dolorosas. Os doentes podem também queixar-se de falta de apetite.

A maioria dos especialistas pensa que a intolerância alimentar pode ser um factor importante da doença de Crohn. Muitos doentes relatam, inclusive, um agravamento dos sintomas com determinados alimentos, citando mais frequentemente os cereais (trigo, aveia, cevada, centeio e milho),leveduras, lacticínios, frutos secos, fruta crua, marisco e pickles. Os doentes podem tentar eliminar certos alimentos da sua dieta, um de cada vez, durante algumas semanas, a fim de verificarem se com isso obtêm melhoras,mas devem ter o cuidado de não eliminar muitos alimentos essenciais simultaneamente.

Há no entanto, provas ainda não confirmadas por estudos científicos, de que a vitamina E, uma vitamina presente em óleos de sementes, no gérmen de trigo, nos legumes de folhas verdes e nos ovos, por exemplo, pode ajudar a reduzir a inflamação do intestino.

Não existem alimentos específicos que se saiba serem causadores da doença de Crohn, e também não se conhece nenhum alimento que a cure. No entanto, fazendo uma alimentação equilibrada e evitando os alimentos que se sabe agravarem os sintomas, é possível minimizar alguns dos efeitos da doença.

Viver com esta doença implica, para alguns, passar muito tempo em casa. Uma vez que é aí que se sentem mais confortáveis por terem uma casa-de-banho sempre disponível e comida adequada no frigorífico. Mas torna-se complicado conseguir às vezes gerir situações de crise, principalmente quando as pessoas se encontram no local de trabalho ou na escola.

Uma vez que se trata de uma doença crónica, já existe uma legislação adequada que proteja esta pessoas.Têm direito a comparticipação especial de medicamentos, isenção de taxas moderadoras; reconhecimento de incapacidade para situações laborais ou académicas e benefícios fiscais.

 

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2 Comentários

  1. Maria Torres diz:1 de Junho de 2010 ás 0:19

    Olá a todos os doentes de cronh que aindam não conseguiram aceitar a doença só tenho uma palavra a dizer. Coragem!
    Aceitar a doença é o passo maior não para a cura mas para uma estabilidade da inflamação.
    Tenho esta doença há 4 anos passei por períodos muito dificeis mas depois da aceitação a minha vida começou a melhorar, já aumentei o meu peso, continuo a fazer tratamento de manutenção e felizmente não tenho dores. Costumo dizer aos enfermeiros e médicos que me acompanham que só me sinto doente de 6 em 6 semanas, é o dia que vou ao hospital fazer o tratamento!
    Força e muita coragem.
    Parabéns pela escolha do tema para o programa.

  2. paula diz:31 de Maio de 2010 ás 18:26

    boa tarde não vou falar própriamente da doença em si,mas sim dar um recadinho ao senhor PAULO GAMA sobre a questão do último tema «assédiosuxual».Senhor PAULO GAMA diz no seu comentáriopor me sentir incomoda em falar destes assuntos talvez seja uma das protagonistas desse mesmo assédio,e não tenho coragem de êxpor em televisão. Então vai aqui a minha mnsagem.quando a pessoa é assediada é porque deu confiança para tal.Por isso é assediada correto? Tenho61 anos já fui empregada quando era jovem trabalhei com colegas homens,e felizmente sempre soube ocupar o meu lugar sempre me respeitaram uma vez que também me dava ao respeito.Não julgues amigo ,pois poderás ser julgado,o respeito é bonito eu sempre prezei por isso. Não há causa sem sem efeito?

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