A insolvência acaba em muitos casos por ser a única saída possivel na vida de milhares de pessoas

Se no passado a palavra falência fazia parte somente do léxico das empresas em Portugal, hoje pode ser também usado na linguagem das famílias portuguesas.

Sem saída possível em consequência das dividas acumuladas e com dificuldades de financiamento para tentar reverter a espiral de endividamento, milhares de pessoas só neste ano já pediram a insolvência pessoal.

O estigma associado a falência ou insolvência, em linguagem técnica correcta, foi durante muito tempo inibidor para que as pessoas procurassem junto dos tribunais uma solução para dívidas acumuladas e que já não conseguem pagar.
A insolvência pessoal é uma espécie de “pena suspensa” financeira durante cinco anos, deixando as pessoas limitadas a tentar reconstruir a sua vida, pois não podem contrair empréstimos pois esta medida a isso implica, estar alheio a qualquer movimento financeiro como no passado. Mas, findo esse tempo, a pessoa falida vê anuladas todas as dívidas que ainda tenha e pode recomeçar do zero.

Em 2006, 370 pessoas foram declaradas falidas ou insolventes, como diz a lei. De então para cá, os números estão a subir, e este ano já entraram em insolvência mais de 1000 pessoas, dados apurados até ao fim do primeiro trimestre deste ano.

Os dramas atingem proporções tal que em muitos casos as pessoas vêem-se submersas em dívidas. O incumprimento é de tal forma gravoso que leva as pessoas ao tribunal para pedir insolvências já sem a mínima hipótese de dar a volta nas suas vidas financeiras.

E o recurso a esta forma de “acabar” com processo penoso de auto destruição financeira, só chega tarde aos tribunais, muito devido a vergonha e a convicção de que a falta de liquidez pode ser ultrapassada de qualquer forma.

Mas com a constante degradação da situação económica das famílias e com a austeridade que se vive poucos são os endividados que tem conseguido mudar o rumo catastrófico das suas finanças e tem preferido esta opção que a bem ou mal tem permitido pelo menos menos pressão psicológica e abre uma réstia de esperança que num futuro tudo seja feito com mais coerência e menos emoção.

 

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17 Comentários

  1. Mauricio Wanderley diz:7 de Dezembro de 2011 ás 0:49

    A Maioria dos empresarios portugueses, estão aproveitando ,a crise e pedindo falencia ,mas no fundo estão com carros topo de cama iates,vivendas.Como aqui a lei e do patrão o governo lavas as mãos quando os trabalhadores saem sem direito de nada

  2. MARCOS PAULO diz:6 de Dezembro de 2011 ás 23:55

    BOA NOITE PASTORES. EU ACHO QUE MUITAS DAS FALENCIAS SAO FEITAS POR MALANDRAGEM E DIGO ISSO PORQUE EU TRABALHEI NUMA EMPRESA AQUI EM PORTUGAL QUE O PATRAO DE UM DIA PARA O OUTRO VIROU PRA GENTE E DISSE ASSIM OLHA A EMPRESA TA PASSANDO NECESSIDADE E TEMOS QUE DEIXAR DE DAR CERTAS REGALIAS E CORTAR SALARIOS OU ENTAO PASSA PARA RECIBO VERDE. TUDO UM ENGANO ELE FATURAVA MUITO MAS NAO QUERIA DAR CONTRATOS E AQULES QUE TINHA PRESSIONAVA PARA OS RECIBOS. FICAMOS SEM NADA E ELE NOS DEVENDO MUITO DINHEIRO. A JUSTIÇA TB TEM CULPA POIS QUEM ABRE FALENCIA NAO E PUNIDO .

  3. Manuel diz:6 de Dezembro de 2011 ás 23:46

    Fui emigrante em França, 25 anos e fui pra la sem nada. Hoje tenho um negocio rentável em França e recentemente abri em Portugal um pequeno restaurante à sociedade com o meu irmão. A verdade é que pouco dá, pois as pessoas estao sem dinheiro e o que sobra vai para os impostos. Apesar disso nao abro falencia ou quer que seja pois isto é uma fase e as pessoas tem de ser positivas.

  4. Maria Joao diz:6 de Dezembro de 2011 ás 23:11

    Boa noite pastores, Sejamos razoáveis na abordagem a este assunto.Os erros já remontam a inicios de 90 e só agora é que devido à fragilidade da nossa e enonomia e sem esquecer o quanto dependentes somos do exterior e com a crise internacional o resultado está è vista. Depois os bancos facilitaram a vida e agora eles tb estao de rastos, isto tudo junto leva a que as pessoas fiquem com a corda no pescoço e so a insolvencia ou falencia os podem salvar.

  5. António diz:6 de Dezembro de 2011 ás 22:48

    Infelizmente o pais atravessa uma grave crise económica e de valores. Já fui empresário e a minha magoa e muito grande pois fui “roubado” e muito pelos impostos deste pais e pelos grandes empresários que se aproveitam dos pequenos. O dinheiro que pedem a quem trabalha acaba sempre na mao de quem nada faz. É triste…por isso falencias como a minha surgem todos os dias pois nao existe apoio, mas sim so querem é tirar o poco que as pessoas tem

  6. Aurélio Nunes diz:6 de Dezembro de 2011 ás 22:44

    Boa noite pastores. Pastor Jorge sempre com bons conselhos mas tb o pastor Rui e António. Obrigado pelo programa. Em relação ao tema acho que o mal disto tudo está que muitas pessoas fazem vidas de rico quando não podem, por isso os negócios não dão ou os empregos nao sao garantia de uma vida confortavel. So se abre um negocio quando se tem dinheiro e sabe trabalhar. Muita gente mete as maos na massa e nao sabe fazer o pão. Isto e um exemplo de muitos trabalhadores que gostam de se queixar da vida mas que pouco fazem.

  7. Dinei diz:6 de Dezembro de 2011 ás 21:52

    Tem gente que nao sabe q fazewr com dinhero isso sim fas com que fiquem na miseria mesmo. Sem chance de eu ficar na falencia pois eu sei fazer bem o meu trabalho e nao tem jeito de eu perder meu dinehiro. nao peço credito nem aqui nem no brasil por isso nao fico afogado em divida

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